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Psicologia - História da Psicologia como ciência

Psicologia – Afinal O que é Psicologia?

Entre todos os campos da ciência, a psicologia talvez seja o mais misterioso e também o mais sensível a mal-entendidos para o público em geral. Embora os conceitos da psicologia estejam impregnados em nosso cotidiano, a maioria das pessoas possuem uma ideia bem vaga do que realmente fazem os psicólogos.

É comum associarmos psicólogos a pessoas com jalecos brancos trabalhando em instituições para doentes mentais ou fazendo experiências com ratos em laboratório. Outras pessoas ainda pensam no psicólogo como uma pessoa sentada de pernas cruzadas com um bloco de notas na mão analisando um paciente deitado em um divã. Embora estes exemplos sejam estereótipos, existem neles alguma verdade. O grande responsável por esta confusão sobre o que é psicologia e a que ela se propõe é exatamente a grande quantidade de temas a que ela se dedica.

Antes de continuar a leitura saiba que os próprios psicólogos não conseguem chegar a um acordo sobre a melhor definição da palavra Psicologia que tem sua origem no grego antigo Psyche = alma ou mente e Logia = estudo ou relato, porém hoje a palavra refere-se com mais precisão à Ciência da mente e do comportamento.

A História da Psicologia como ciência moderna

Ao iniciar o estudo sobre a história da psicologia como ciência moderna é importante dizer que é inevitável fazer um recorte sobre tudo que já foi escrito sobre o assunto. No texto a seguir tentaremos costurar os trabalhos dos brasileiros Luís Claudio Figueiredo e Pedro Luiz Ribeiro de Santi (Psicologia uma nova introdução) e dos americanos Duane P. Schultz e Sydney Ellen Schultz (História da Psicologia Moderna).

É interessante pensar no paradoxo e aparente contradição que existe no estudo da história da psicologia, ao observar que a psicologia é uma das mais antigas disciplinas acadêmicas e ao mesmo tempo uma das mais novas. Já no século V a.C., Platão e Aristóteles e outros filósofos gregos já investigavam muitos dos mesmos problemas que hoje ocupam os psicólogos como: Memória, Aprendizagem, Motivação, Percepção, Atividade Onírica e o Comportamento anormal.

Embora os precursores intelectuais da psicologia sejam tão antigos quanto os de qualquer outra ciência a Psicologia como conhecemos hoje tem início há pouco mais de cem anos (O centenário de nascimento da psicologia moderna foi comemorado em 1979). Recente, não?? Mas por que a Psicologia como ciência demorou tanto a acontecer? Defenderemos neste texto que esta demora ocorreu por dois fatores 1º – Era necessário existir condições socioculturais favoráveis ao surgimento da psicolgia e 2º – O problema para atender aos requisitos de uma ciência devido a natureza do seu objeto de estudo.

Condições socioculturais necessárias para o surgimento da Psicologia

De um modo breve para que um projeto de Psicologia se tornasse possível era necessário o surgimento de duas condições socioculturais fundamentais. A primeira delas é o surgimento de uma experiência muito clara da Subjetividade privatizada e a segunda é a Crise desta experiência.

A experiência da subjetividade privatizada: 

Ao falarmos da noção de subjetividade privatizada estamos falando de nossa individualidade, dos nossos desejos, da noção que temos do nosso “eu”, enfim, daquilo que está dentro de nós e que somente nós temos contato. Embora hoje a noção de que somos um indivíduo único seja muito clara ela não foi sempre assim, pesquisas de historiadores e antropólogos indicam que esta noção não é uma experiência universal ou linear. Essa experiência de sermos sujeitos capazes de decisões, sentimentos e emoções privados só se desenvolve, se aprofunda e se difunde amplamente numa sociedade com determinadas características.

Ao observarmos as grandes irrupções da experiência subjetiva privatizada percebemos que ocorrem em situações de crise social, quando uma tradição cultural (valores, normas e costumes) é contestada e surgem novas formas de vida. Em situações como estas, os homens se vêem obrigados a tomar decisões para as quais não conseguem apoio na sociedade. A perda de referências coletivas, como a religião, a “raça”, o “povo”, a família, ou uma lei confiável obriga o homem a construir referências internas. Nessa situação, o homem descobre que é capaz de tomar suas próprias decisões e que é responsável por elas. A conseqüência desses contextos é o desenvolvimento da reflexão moral e do sentido da tragédia.

A tragédia se dá quando um indivíduo se encontra numa situação de conflito entre duas obrigações igualmente fortes, mais incompatíveis. É, também, numa situação como esta que os homens são levados a se questionar acerca de que é certo e do que é errado e a procurar na sua própria consciência uma resposta para essa questão.
Pode-se dizer que ao longo dos séculos as experiências da subjetividade privatizada foram se tornando cada vez mais determinantes da consciência que os homens têm da sua própria existência. Ou seja, nos primórdios da nossa história eram poucos os elementos de uma sociedade que podiam gozar de liberdade para se reconhecerem como seres moralmente autônomos, capazes de iniciativa, dotados de sentimentos e desejos próprios. Hoje, ao contrário, esta se tornou a imagem generalizada que temos de nós mesmos.
CONSTITUIÇÃO E DESDOBRAMENTOS DA NOÇÃO DE SUBJETIVIDADE NA MODERNIDADE

De forma simplificada, podemos dizer que nossa noção de subjetividade privada data aproximadamente dos últimos três séculos: a passagem do Renascimento para a Idade Moderna. O sujeito moderno teria se constituído nessa passagem e sua crise viria a se consumar no final do séc XIX.
A falência do mundo medieval e a abertura do ocidente ao restante do mundo teriam lançado homem europeu numa condição de desamparo.
A experiência medieval fazia com que o homem se sentisse parte de uma ordem superior que o amparava e constrangia ao mesmo tempo. Por um lado, a perda desse sentimento de comunhão com uma ordem superior traz uma grande sensação de liberdade e possibilidade de uma abertura sem limites para o mindo, mas, por outro, deixa o homem perdido e inseguro: como escolher o que é certo e errado sem um ponto seguro de apoio?
O Renascimento foi, por tudo isso, um período muito rico em variedade de formas e experiências e de produção intensa de conhecimento. O contato com a diversidade das coisas, dos homens e das culturas impôs novos modos de ser.
Não podendo esperar pelo conselho de uma figura de autoridade, o homem viu-se obrigado a escolher seus caminhos e arcar com as conseqüências de suas opções. Nesse contexto houve uma valorização cada vez maior do “Homem”, que passou a ser pensado como centro do mundo. Assim, o mundo passou a ser considerado cada vez menos sagrado e mais como objeto de uso – movido por forças mecânicas – a serviço do homem. Essa transformação é parte essencial da origem da ciência moderna.
A grande valorização e confiança no Homem, pela concepção de que ele é o centro do mundo e livre para seguir seu caminho, fazem nascer o humanismo moderno.
O século XVI vê surgirem diversos personagens, reais ou fictícios, donos de um “mundo interno” rico e profundo. Leonardo da Vinci, Dom Quixote, Hamlet, entre muitos. O surgimento da imprensa proporcionou uma das experiências mais decisivas da modernidade: a difusão da leitura silenciosa. O trabalho intelectual passa a ser progressivamente um ato individual e mesmo a religiosidade pôde se tornar uma questão íntima.
Toda a falta de referências absolutas a que vão ocorrendo nesse momento fez nascer também uma escola da filosofia grega chamada ceticismo. Os céticos achavam impossível que pudéssemos obter algum conhecimento seguro sobre o mundo: a qualquer afirmação pode ser oposta a outra de igual valor; qualquer impressão que tenhamos pode ser um engano de nossos órgãos dos sentidos.
A descrença cética somada ao grande individualismo nascente acabaram por produzir uma reação que, na verdade, assumiu duas feições bem distintas: a reação racionalista e a reação empirista. Em ambas, contudo, tratava-se de estabelecer novas e mais seguras bases para as crenças e para as ações humanas, e procuravam-se essas bases no âmbito das experiências subjetivas.
Entre a Reforma e a Contra-Reforma vão nascendo tanto a individualidade quanto os modos de controle do indivíduo que conhecemos até hoje.
Certamente, a constituição da modernidade foi altamente complexa e longa, mas, se é preciso estabelecer um marco, Descartes se presta bem a isto.
Descartes pretende estabelecer as condições de possibilidade para que obtenhamos um conhecimento seguro da verdade. Ele se alinha entra aqueles que quiseram superar a grande dispersão do Renascimento e, o que talvez é o mais importante, superar o ceticismo.
Tudo aquilo que se mostrasse incerto teria que ser analisado a partir do elemento verdadeiro revelado ao final do processo. O procedimento parece conduzir Descartes ao ceticismo. Descartes se vê cada vez mais acuado, até imaginar a existência de um “gênio maligno”, capaz de engana-lo em toda e qualquer idéia que fizesse do mundo.
Nesse ponto extremo da dúvida, quando parece que ela é insuperável, Descartes inverte a questão e acredita ter superado a dúvida e encontrado um fundamento inquestionável para o conhecimento. Ele diz: parece que tudo o que tomo como objeto de meu julgamento se mostra incerto, mas, no momento mesmo em que duvido, algo se mostra como uma idéia indubitável; enquanto duvido, existe ao menos a ação de duvidar, e essa ação requer um sujeito. Daí nasce a famosa frase “penso, logo existo”. Todo o movimento de duvidar traz a evidência de que, ao menos enquanto um ser que pensa (e duvida), eu existo. Esta é minha única certeza: eu ainda não sei se os outros existem e mesmo se meu próprio corpo existe.
Descartes é tomado como inaugurador da modernidade no sentido em que ele marca o fim de todo um conjunto de crenças que fundamentavam o conhecimento. O homem moderno não busca a verdade num além, em algo transcendente; a verdade agora significa adquirir uma representação correta do mundo. Essa representação é interna, ou seja, a verdade reside no homem, dá-se para ele. O sujeito do conhecimento (o “eu”) é tornado agora um elemento transcendente, “fora do mundo”, pura representação sem desejo ou corpo, por isto supostamente capaz de produzir um conhecimento objetivo do mundo.
O filósofo Francis Bacon, contemporâneo de Descartes, pode ser apresentado como o fundador do moderno empirismo. Sua preocupação, como a de Descartes, era a de estabelecer bases seguras para o conhecimento válido e, também como Descartes, ele as procurava no campo das experiências subjetivas. É necessário dar à razão uma base nas experiências dos sentidos, na percepção, desde que essa percepção tenha sido purificada, liberada de erros e ilusões a que está submetida no cotidiano.
Bacon escreveu uma série de obras importantes, entre as quais o Novum organum, em que elabora suas propostas de como se livrar do erro e encontrar a verdade tendo como base a experiência subjetiva sensorial e racional. Bacon, como Descartes, é um dos grandes pioneiros na preocupação com o Método na produção de conhecimentos filosóficos e científicos que marcou toda a Modernidade ocidental desde o séc. XVII até os dias de hoje.

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