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Sublimação - Psicoloucos

Sublimação

Uma pulsão é dita sublimada quando deriva para um alvo não-sexual. Alem disso, visa a objetos socialmente valorizados. Nesse movimento errático da pulsão em busca de um objeto, pode acontecer uma “dessexualização desse objeto”. A energia que empurra a pulsão continua a ser sexual (seu nome, já consagrado, é libido), mas o objeto não o é mais.

Infelizmente, Freud não teorizou mais longamente sobre os mecanismos que conduzem a uma “dessexualização” do objeto, nem sobre os motivos que levam o indivíduo a fazê-lo. Desse modo aproximado. Freud menciona em alguns textos a seguinte ideia: há uma espécie de excesso libidinal, algo como uma reserva, que não é usado para fins diretamente sexuais e deve ser, então, de alguma maneira reaproveitado.

Haveria, por isso, a possibilidade de certa reciclagem dessa energia, através da “dessexualização” do objeto e da inibição de seu fim sexual. Com isso, torna-se possível que o indivíduo se volte para atividades “espiritualmente elevadas”, segundo a expressão usada por Freud.

São elas a produção cientifica, artística, e todas aquelas que promovem um aumento do bem-estar e da qualidade de vida dos homens. Mas, devido à presença da libido, o objeto cisado adquire um “colorido terno”, a antiga ânsia sexual ainda se faz presente, só que de modo mais brando, transformada em algo terno, ou simplesmente prazeroso.

Como se estabelece ou “funciona” a sublimação? Torne-se, por exemplo, pulsão parcial anal. No momento em que ela esta sendo construída, a criança concentra sua atenção em tudo o que diz respeito a essa região de seu corpo. Descobre, então, que há matérias, identificadas a princípio como partes de seu próprio corpo, que dele se desprendem: as fezes.

Sublimação e educação:

As bases necessárias à sublimação são fornecidas pelas pulsões sexuais parciais e claramente perversas. Portanto uma ação educativa que se propusesse a desenraizar o “mal” em que nasce a criança estaria não só fadada ao fracasso como estaria atacando a fonte de um “bem” futuro.

Freud deixa de ser identificado com o pedagogo tradicional a partir do momento em que não preconiza o desenraizamento do “mal”, mas propõe a sua utilização, a sua canalização em direção aos valores “superiores” aos bens culturais, de produção socialmente útil. “Sem perversão”, diz ele, “não hásublimação”. E sem sublimação não há cultura.

É na medida em que propicia sublimação, como já se disse que a Educação tem, para Freud, um papel importante. Em um texto de 1913, que versa sobre o interesse educacional da Psicanálise, Freud escreve que os educadores precisam ser informados de que a tentativa de supressão das pulsões parciais não só é inútil como pode gerar efeitos como a neurose.

De posse dessa informação, os educadores poderão reduzir a coerção, e dirigir de forma mais proveitosa à energia que move tais pulsões. Um exemplo disso é a importância do educador no processo de transformação da pulsão escópica – a pulsão ligada ao olhar – em curiosidade intelectual – ver o mundo, conhecer idéias, sendo que tal curiosidade desempenha um papel muito importante no desenvolvimento do desejo de saber.

Um educador “psicanaliticamente orientado” poderia, por exemplo, oferecer argila em lugar de permitir que uma criança manipulasse suas fezes. Não se ocuparia de modo principal, em gritar furiosamente com ela, ameaçando-a com castigos, caso insistisse em “sujar ali as mãos”.

Convém ressalvar, desde logo, que o exemplo acima, longe de se confundir com uma receita pedagógica, permite mostrar como um educador poderia pensar e agir, caso concordasse com as idéias de Freud sobre a Educação de crianças.

Também a civilização, pela via da Educação, exagera, e produz efeitos semelhantes aos que podem ser produzidos pelo eu – a neurose. Portanto, conclui Freud, a nossa civilização, que produz uma ação educativa tão exageradamente severa, é neurótica.

A hipótese de uma “vocação neurótica” da humanidade, contudo, descarta a ação política como sendo uma “causa” fundamental da repressão. O máximo que se pode pensar, como faz Millot, é que as classes sociais no poder fazem uso, em beneficio próprio, da repressão já instalada por outros meios.

Alem disso, a desconfiança diz respeito à possibilidade de a sublimação vir a ser operada, controlada, de fora, pois a sublimação não é, na verdade, um mecanismo ao alcance da consciência. De mais a mais, pensa Freud, excessos não se curam com bons conselhos.

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