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Sybil - Psicoloucos

Sybil

Sybil Gênero: Drama
Sybil Direção: Daniel Petrie
Sybil Ano de produção: 1976
Sybil País de produção: EUA
Sybil Duração: 3h7min

O filme “Sybil” conta a história verídica da paciente psiquiátrica Sybil Isabel Dorsett, que sofria de Transtorno Dissociativo de Identidade. O texto a seguir dividi-se em partes para facilitar a compreensão dos pontos que envolvem o filme:

Sybil – Transtorno de Identidade

Esclarecerei o que é esse Transtorno Dissociativo de Identidade em questão. O transtorno dissociativo de identidade, também conhecido por de transtorno das múltiplas personalidades, é uma condição mental na qual um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio. Esse transtorno reflete a incapacidade em integrar vários aspectos da identidade, memória e consciência.  As identidades alternativas com frequência têm nomes e características diferentes, que contrastam com a identidade primária. Identidades particulares podem emergir em circunstâncias específicas, diferindo em termos de idade e gênero declarados, vocabulário e conhecimentos ou afeto predominante.

As identidades alternativas são vivenciadas como assumindo o controle em seqüência, uma às custas de outra, podendo negar que se conhecem, criticar umas às outras ou mostrar-se em franco conflito. Às vezes, uma ou mais identidades poderosas destinam algum tempo às demais. Identidades hostis ou agressivas podem, por vezes, interromper atividades ou colocar as outras em situações incômodas.

Sybil Isabel Dorsett

Agora, já com uma noção do que é esse transtorno, pode-se entender quem foiSybil Dorsett. Sybil Isabel Dorsett, é o nome fictício de Shirley Ardell Mason, uma  artista comercial norte-americana que sofria do Transtorno de Personalidades Múltiplas e que chegou a ser diagnosticada como tendo 16 diferentes personalidades. Foram feitos dois filmes que contam a história de Shirley, um em 1976 e o outro em 2007, e sua vida virou obra de ficção no livro (1973) intitulado “Sybil”, escrito por Flora Schreiber. Shirley Mason, aos 22 anos (1945), fez psicoterapia com Cornelia B. Wilbur, uma psiquiatra freudiana.

O livro afirma que Mason tinha múltiplas personalidades, como resultado do abuso sexual infantil severo por parte de sua mãe. O livro descreve, através das memórias destas personalidades, todo o horror da infância de Sybil, com abusos físicos e sexuais e maus tratos que sofria por parte da mãe, que foi diagnosticada esquizofrênica, mas nunca recebeu tratamento psiquiátrico; a ausência do pai, que ignorava o que se passava em casa e confiava os cuidados e a educação da menina exclusivamente à mãe; a perda prematura da avó, que a amava. Transcrevo uma aqui uma passagem do livro:

“A Dra Wilbur pôde constatar que a maior parte daquilo que Sybil havia sido, muito de sua libido e muitas de suas aquisições e comportamentos, havia sido entregue às outras personalidades que se haviam criado na primeira dissociação. O que apareceu em Sybil foi uma personalidade drenada, cujo medo inicial da mãe se havia ampliado a ponto de incluir não somente figuras maternais, mas todas as pessoas. Exaurida de medo, essa personalidade drenada tinha resolvido nunca mais voltar a assumir o risco de se envolver com seres humanos. Mera personalidade atuante, desprovida de sentimento, era também uma personalidade despojada, porém protegida por poderosas defesas construídas internamente contra as verdadeiras forças que a tinham dividido. Uma vez que não queria voltar do hospital para casa, a criança original não foi, mas enviou duas defensoras internas que seriam suas delegadas para representá-la.

Sybil – As Adaptações Cinematográficas

O filme de 1976 não foi baseado no livro escrito por Schereiber, mas o roteirista (Stewart Stern) teve acesso à documentação psiquiátrica do caso e dramatizou alguns fatos no roteiro (como a criação do personagem Richard, namorado de Sybil, que não existia no livro). Esse filme é estrelado por Sally Field (Sybil) e Joanne Woodward. Já a versão mais atual, de 2007, é uma refilmagem da história e foi lançada pela HBO.

Sybil é vivida por Tammy Blanchard e essa versão é mais fiel ao livro de Scheriber. Tanto o livro quanto os filmes mostram as torturas e repressões causadas pela mãe, o pai ausente, o avô fanático religioso e a morte prematura da avó, único ponto de afeto e aceitação na vida da criança, e a conseqüente fragmentação da personalidade da paciente, numa tentativa de suportar os abusos sofridos.

É interessante assistir aos filmes, pois ambos retratam muito o que é um transtorno de múltipla personalidade. Independentemente de os filmes serem ou não fieis ao caso de Shirley, valem a pena serem assistidos por representarem não somente o distúrbio mental, mas a emoção do paciente e a postura do terapeuta quanto a ele. “Sybil”, é um filme intrigante, sensível e que para muitos talvez seja chocante, já que grande parte das pessoas tem dificuldade em compreender a dor e o sofrimento alheios. Para psicólogos e interessados na área, é um filme realmente incrível e que talvez sirva de aprendizado em muitos aspectos.

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