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Psicopata Americano - Psicoloucos

Psicopata Americano

Psicopata Americano Gênero: Drama
Psicopata Americano Direção: Mary Harron
Psicopata Americano Ano de produção: 2000
Psicopata Americano País de produção: EUA/ Canadá
Psicopata Americano Duração: 1h 41min

 “Eu tenho todas as características de um ser humano. Mas nenhuma única emoção identificável, exceto ganância e aversão”. Patrick Bateman – Psicopata Americano.

Psicopata Americano foi dirigido por Mary Harron e é baseado no livro Psicopata Americano escrito por Bret Easton Ellis.

O filme “Psicopata Americano” relata a vida cotidiana de Patrick Bateman (Christian Bale) um jovem com muito dinheiro, elegante e muito educado que frequenta as rodas da alta sociedade em Nova York. Resumindo um típico yuppie (young urban professionals – jovens profissionais urbanos) .

Psicopata Americano mostra uma sociedade sem valores humanos que apenas se preocupa com materialismo, individualismo e obsessão pela imagem, mas o foco principal do filme é doença mental de Bateman e como a sociedade ajudou a desenvolvê-la.

O filme mostra a evolução da doença mental de Bateman. Desde o nome do filme, Psicopata Americano. Psicopatia se refere à doença mental que Bateman tem.

Psicopata Americano inicia com Bateman falando sobre isso quando narra sobre si mesmo, principalmente na parte onde ele diz que não existe um ‘eu’, apenas uma instituição humana que ele mantém através de gel, da boa alimentação, dos cartões de apresentação, bronzeamentos artificiais, ternos da alta costura e 1000 abdominais enquanto assiste ao O Massacre da Serra Elétrica, para animar o ambiente frio de seu apartamento luxuoso no Upper West Side.

Bateman diz também não ter sentimentos nem apegos emocionais. A sua vida é uma farsa que ele precisa sustentar e seu mundo um teatro – o que é caracterizado no filme pela exaltação dos inúmeros pratos e suas descrições, da luta pela sustentação de Status.

A solução que Bateman acha para preencher o vazio causado pelo individualismo é matar. Nesse momento ele mostra quem realmente ele é, um monstro vazio, materialista, que usa drogas, tortura prostitutas e mata pessoas, com a mesma indiferença com que trata qualquer pessoa em qualquer situação. Mata suas vítimas inclusive no seu próprio apartamento enquanto explica os álbuns de música que tem em sua casa. As pessoas não significam nada para ele.

A certa altura Bateman diz que ‘precisa se enquadrar’ naquela vida onde ele foi colocado. Bateman tinha um dom para classificar, detalhar e analisar músicas. Se ele não ‘precisasse se enquadrar naquele sistema tido como ideal’, talvez ele não fosse o psicopata que era, e talvez fosse um ótimo critico musical, por exemplo. O desejo do outro, possivelmente de seu círculo familiar/social, era maior que o desejo dele, e essa raiva toda por essa impossibilidade de fazer o que queria era dada vazão em seus delírios. Tanto que todos os assassinatos eram acompanhados de análises dos cds que ele escutava durante o ritual, quando ele demonstrava um imenso prazer ao fazer essas análises – prazer esse que logo era trocado por uma raiva incrível enquanto ele matava ‘aquilo’ que representava o mundo ao qual ele estava preso.

O filme mostra o lado negro da mente de uma pessoa aparentemente normal, um lado que todos nós temos (o que difere é a intensidade). Até diria que a ‘vida em sociedade’ só é possível por conta da ‘domesticação’ desse lado negro que nos habita, porque, afinal, queiram ou não, todos já tivemos um desejo de trucidar alguém. No mundo que Bateman frequentava uns matam os outros de forma metafórica – apesar de que naquele mundo a presença maior (tecnicamente falando) é de neuróticos obsessivos, e não psicóticos – Bateman, não faz aquele mundo girar, não é exemplo de profissional, ele é, na verdade, incompetente – duas pessoas disseram isso no filme.

O Psicopata Americano é uma crítica que utiliza de humor negro para retratar a indiferença pelas pessoas, o culto excessivo a aparência, e outros pormenores que são perceptíveis tanto nos jovens perdidos da década de 80, quanto na geração sempre conectada de hoje em dia.

Existe uma polêmica sobre o final do filme. Afinal Bateman cometeu os assassinatos ou não?

Cenas que comprovam serem delírios os assassinatos:

  • Bateman arrasta um corpo por um saguão deixando marcas de sangue, mas, logo em seguida, essas marcas desaparecem.
  • Bateman explode dois carros da polícia com tiros, olha para a arma e bate na cabeça – impossível explodir dois carros daquela forma.
  • Bateman atira no porteiro e o zelador de um prédio que acredita não ser o dele, mas as pessoas o conhecem e há câmaras filmando.
  • Bateman estava com os amigos, segundo o detetive Donald Kimbal na noite do sumiço de Paul Allen (apesar de que o detetive pode também ser fruto de sua imaginação).
  • O apartamento é reformado de um dia para outro.
  • O advogado no final não falou com Bateman (possivelmente nem o conhecia) e havia almoçado com o Paul alguns dias antes.
  • Todos os crimes estavam desenhados no caderno que a secretária encontra na mesa de Bateman. Não porque ele desenhava antes, mas porque, enquanto ele desenhava, os crimes criavam forma em seus pensamentos.

Psicopata Americano Observações:

Sobre o cartão de visitas, todos olham o de todos, mas o único que fica realmente fisgado e incomodado com isso é Bateman. Os outros olham, tecem um ou dois comentários, demonstram até admiração, mas logo retornam aos encostos de suas cadeiras. Somente Bateman sua frio e realmente sofre com isso. O diretor queria mostrar como essas particularidades influenciavam Bateman.

Sobre o restaurante Dorsia, é impossível que nenhum deles nunca conseguisse reservas para o restaurante, que fizessem a reserva para dali um ano, se fosse o caso, então esse “tal dia” um dia chegaria. Mas essa dificuldade fora colocada no filme apenas como gancho para representar algo inacessível, símbolo máximo de status, e para dar motivo à raiva de Bateman contra Paul Allen. Bateman, por sinal, havia por várias vezes tentado fazer uma reserva e não conseguira (em uma ocasião, o atendente inclusive riu da cara dele), e até a secretária humilde já tinha ouvido falar. Novamente o diretor quer mostrar o quanto as frivolidades atingiam Bateman, tanto que os outros ficaram com inveja, uns até o desacreditaram, mas logo retornaram às suas vidas fúteis. Apenas Batemam não conseguiu lidar nem conviver com isso.

Psicopata Americano Impressões:

Bateman não extraia prazer do sexo. Ele extraia prazer em ‘se ver’ fazendo sexo. O gozo estava em se ver no espelho ou revendo o filme que fazia – extremamente narcisista. E, por ser narcisista, a intenção era matar tudo aquilo que criasse problemas ao ‘seu mundo’ narcíseo; tanto que ele matou (fantasiosamente) o advogado somente porque ele tinha um cartão de apresentação melhor que o dele e, principalmente, porque conseguia (e se exibia por isso) reserva no Dorsia – o símbolo da inacessibilidade.

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