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Mary e Max - Psicoloucos

Mary e Max

Mary e Max Gênero: Animação, Comédia, Drama
Mary e Max Direção: Adam Elliot
Mary e Max Ano de produção: 2010
Mary e Max País de produção: Austrália
Mary e Max Duração: 1h32 min

Mary e Max – Uma Amizade Diferente é um filme australiano de animação que foi lançado em 2009.  O filme foi desenvolvido através da técnica do stop-motion e foi escrito e dirigido por Adam Elliot. Para o campo da Psicologia, talvez seja um dos filmes contemporâneos mais significativos. A narrativa conta a história de Max Jerry Horovitz (Philip Seymour Hoffman), um homem obeso e solitário homem de 44 anos que reside em Nova York e é portador da Síndrome de Asperger, e Mary Daisy Dinkle (Toni Collette) que é uma menina solitária de oito anos, que vive em Melbourne, na Austrália. Apesar da distância e da diferença de idade entre Max e Mary, eles desenvolvem uma forte amizade marcada por altos e baixos em suas vidas, e que dará sequência à premissa do filme. Mary e Max começam a se corresponder através de cartas e então se tornam grandes amigos.

Mary e Max – Análise e relação com a Psicologia:

A fotografia de Mary e Max usa poucas cores e as cores que usa são pouco vivas. Na visão de Mary, os tons são marrons, enquanto que Max enxerga tudo em preto-e-branco Esse visual mórbido do filme transmite a maior parte do clima que compõe a história: duas visões particulares de mundo; duas almas diferentes, mas com fortes semelhanças, e a face de duas mentes, marcadas pela dor e dificuldades para aceitar e viver no nosso mundo.

Analisemos agora o perfil e a vida dos protagonistas: a mãe da personagem Mary tem depressão, é viciada em drogas e também é alcoólatra. O pai da garota trabalha numa fábrica que prega cordões em saquinhos de chá. Mary pouco recebe atenção de seus pais e seu o melhor amigo é um galo de estimação. A garota sofre bullying na escola em que estuda. Max, por sua vez, vive sozinho e afastado do restante da sociedade. É viciado em cachorro-quente e chocolate e, conforme já mencionado anteriormente, sofre da Síndrome de Asperger. Notamos que  na descrição das características pessoais e sociais das personagens principais já há vários aspectos de interesse da Psicologia que devem ser notados, tais como: isolamento social, depressão, bulliyng, e vicio. Façamos uma breve análise de cada um desses traços mencionados.

Vamos começar explicando o que é a síndrome de Asperger: “A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental de base genética.Pode ser definida como uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações, sobretudo na interação social na comunicação e no comportamento (…)Os portadores de Síndrome de Asperger acabam por se isolar e limitar os seus interesses a determinados temas e assuntos, atitude que prejudica ainda mais a sua relação com o outro.(APSA, s/p, s/d)”.

Uma das características dessa síndrome é o déficit de comportamento social, que é uma das marcas da personalidade de Max, que vive isolado da sociedade. Max também apresenta comportamentos rotineiros, sendo que a repetição de comportamento é uma outra característica dessa síndrome. Os aspectos que compõem o quadro dessa anomalia podem ter algumas consequências. Uma delas acontece no próprio filme e foi já foi aqui mencionada,que é o isolamento social, o nosso segundo ponto a ser analisado.

O isolamento social é um comportamento comum atualmente. Suas causas são diversas. No filme, Max se isola por sua doença. Na realidade, doenças são apenas um dos vários motivos que podem levar um sujeito a isolar-se do restante da população. Há pessoas que se isolam por ter vergonha de suas aparências, fator que tem sido bastante comum e são frequentemente causados pelo esteriótipo de aparência criados pela mídia. Assim, muitas vezes quando um indivíduo não está magro ou belo como uma estrela da mídia, acaba por achar que sua aparência está incorreta, o que o faz isolar-se da população por sentir-se envergonhado e por ter medo de que sua aparência não seja aceita. Outras pessoas podem retrair-se por terem vivido no passado alguma situação que as fez acreditar que a sociedade as irá prejudicar. Nesse caso, podem ter sofrido preconceito, racismo ou bulliyng, por exemplo.

E por que o isolamento social é prejudicial? Por que os psicólogos devem estar atentos a isso? Pelo simples fato de que o ser humano é um ser social. Aristóteles, certa vez, disse: “O homem é por natureza um animal social”. O comportamento humano necessita da convivência em grupo para poder evoluir. É impossível uma criança sobreviver como ser humano em completo e permanente isolamento social.

Quanto ao bulliyng e à depressão, que são também fatores que compõem o perfil de personagens de Mary e Max, podemos dizer que são sintomas cada vez mais contemporâneos. A depressão é algo que não só é atual, mas se torna cada vez mais comum e atinge um maior número de pessoas, fato que tem chamado a atenção de profissionais da área da saúde. Suas causas são diversas, sendo que uma delas pode ser, inclusive, o próprio isolamento social. O DSM.IV classifica a Depressão dentro dos Transtornos do Humor, e também baseia a classificação nos “episódios depressivos”. Devido ao fato dos estados depressivos serem frequentemente acompanhados de sintomas físicos, a existência ou não destes sintomas faz parte da classificação do episódio, assim como também a presença de sintomas psicóticos.

O bullying , por sua vez, é a prática de atos agressivos (verbais ou físicos) e intencionais que ocorrem por parte de um ou mais indivíduos para com outro sujeito. Pessoas que sofrem bullying podem (e é bastante normal) desenvolver danos psicológicos ou físicos. É uma atitude comum entre jovens e crianças e muito recorrente nas escolas, sendo esse o principal ambiente em que ocorre. No filme, inclusive, é na escola que Mary sofre bullying por parte de seus colegas.

O vício, outro problema bastante contemporâneo, pode ser definido como uma dependência absoluta e descontrolada de alguém para com algo. Essa dependência é geralmente química e psicológica. Há diversas formas de vício, como por bebidas alcoólicas, drogas, remédios ou até mesmo alimentos. Vejamos as definições que o DSM VI dá sobre dependências:

Dependência de Substância: É a presença de um agrupamento de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos indicando que o indivíduo continua utilizando uma substância, apesar de problemas significativos relacionados a ela … Os sintomas de Dependência são similares entre as várias categorias de substâncias, mas, para certas classes, alguns sintomas são menos salientes e, em uns poucos casos, nem todos os sintomas se manifestam (por ex., sintomas de abstinência não são especificados para Dependência de Alucinógenos)…

Mary e Max é, por fim, uma obra poética – é amena, comovente e sensível. O diretor Adam Elliot criou uma atmosfera envolvente em seu filme e transpôs para a narrativa um retrato de sentimentos e sensações que compõe a mente e a vida humana. O diretor representou um mundo de poucas cores, um mundo apagado, tal como muitas vezes é a nossa própria realidade.

Uma frase, aparentemente simples, dita pelo médico de Max, o Dr Hazelhof, pode ter um importante significado, talvez para todos: “A vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras (…) têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro”.

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