O Conexionismo de Thorndike

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Conexionismo: Abordagem dada por Thorndike á aprendizagem, baseada nas conexões entre as situações e as respostas.


   As conexões de forças variáveis entre (a) as situações e os seus respectivos elementos e componentes e (b) as respostas e os seus respectivos facilitadores e inibidores, a prontidão ás respostas e as direções das respostas. Se conseguir identificar todos esses elementos, definindo o que pensa ou faz o homem e o que o satisfaz ou aborrece em cada situação imaginável, parece-me que nada será deixado de lado. (...) Aprendizagem é o estabelecimento de conexões, e a mente é o sistema de conexões do homem.

 

   Essa posição era uma extensão direta da antiga noção filosófica de associação, mas com uma diferença significativa: em vez de abordar associações verificáveis objetivamente e as respostas.


   Embora houvesse desenvolvido sua teoria seguindo um referencial mais objetivo, Thorndike continuou a referir-se aos processos mentais. Falava de satisfação, irritação e desconforto quando discutia o comportamento dos animais em seus experimentos, usando termos mais mentalistas do que comportamentalistas. Assim, Thorndike mantinha a influencia recebida de Romanes e Morgan. Muitas vezes, a sua análise objetiva do comportamento animal incorporava julgamentos subjetivos das alegadas experiências conscientes dos animais. Observe-se que Thorndike, assim como Jacques Loeb, não atribuía gratuitamente alto grau de consciência e inteligência aos animais da forma absurda como fazia Romanes. É possível notar uma redução uniforme na importância da consciência na psicologia animal desde o início até a época de Thorndike, proporcionalmente ao uso mais frequente do método experimental no estudo do comportamento.


   Apesar do tom mentalista do trabalho de Thorndike, a sua abordagem ainda se baseava na tradição mecanicista. Ele alegava que o comportamento deveria ser reduzido aos elementos mais simples, ou seja, a unidades de estímulo e resposta. Concordava com a visão atomística, analítica e mecanicista dos empiristas britânicos e dos estruturalistas. Para ele, as unidades de estímulo-resposta consistem em elementos do comportamento (e não da consciência) e são os blocos de construção que compõem os comportamentos mais complexos.




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