A Modificação de Comportamento

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   A modificação de comportamento mediante o reforço positivo é aplicada clinicamente com frequência em hospitais de saúde mental, fábricas, prisões e escolas para alterar os comportamentos indesejáveis, transformando-os em aceitáveis. A modificação de comportamento funciona com as pessoas da mesma forma que o condicionamento operante o faz para alterar o comportamento de ratos e pombos, ou seja, reforçando o comportamento desejado e não reforçando o indesejado.
  

   Pense em uma criança que vive fazendo cenas para obter comida ou chamar atenção. Quando os pais acabam cedendo, acabam reforçando o comportamento inadequado. Na situação de modificação de comportamento, chutes ou gritos jamais devem ser reforçados, somente os comportamentos aceitáveis socialmente devem ser. Depois de algum tempo, o comportamento da criança acaba mudando, porque os ataques de teimosia não surtem mais efeito para a obtenção de recompensas, enquanto o comportamento adequado é recompensado.
 

   O condicionamento operante e o reforço vêm sendo aplicados em ambientes de trabalho, os de os programas de modificação de comportamento visam reduzir as faltas, melhorar o desempenho do trabalho e as práticas de segurança, além de aperfeiçoar as habilidades na função. A modificação de comportamento também serve para alterar o comportamento de pacientes em hospitais de saúde mental. Pode-se introduzir a modificação para um comportamento positivo, recompensando o paciente com fichas que podem ser trocadas por mercadorias ou privilégios, e não reforçando o comportamento negativo ou agressivo. Ao contrário das técnicas clínicas tradicionais, o psicólogo behaviorista, nessa situação, não se preocupa em saber o que se passa na mente do paciente, assim como o experimentador não se importa com as atividades mentais do rato na caixa de Skinner. O enfoque concentra-se exclusivamente no comportamento aberto e no reforço positivo.


   As pesquisas têm mostrado que os programas de modificação do comportamento normalmente têm êxito somente dentro das organizações ou instituições em que são aplicados. Os efeitos raramente são transferidos para situações externas porque o programa de reforço teria de ser continuado, mesmo de modo interminente, para que as mudanças desejadas persistissem. No caso de pacientes, por exemplo, isso pode ser feito em casa, com acompanhantes treinados para reforçar o comportamento desejável com sorrisos, elogios ou outros sinais de afeto e aprovação.

 

   A punição não faz parte do programa de modificação de comportamento. De acordo com Skinner, as pessoas não devem ser punidas por não se comportarem da forma desejada. Ao contrário, devem ser reforçadas ou recompensadas quando mudarem o comportamento na direção positiva. A posição de Skinner de que o reforço positivo é mais eficaz do que a punição para alterar o comportamento é comprovada por várias pesquisas com animais e seres humanos.




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